Veredito do Amor

Veredito do Amor

Não existe a maledicência do amor que a alma não sinta.
É temporal, é profundo sem profundidade, apenas é.
É um querer estar preso e liberto, um penoso alívio ao mesmo tempo,
Que resume as imensidões dos sentimentos em uma só palavra.

Não existe a condenação pelo amor porque não é a vida que nos condena.
Somos nós que arguimos dentre as mentiras e verdades ao cair nos abismos.
A vida é bela - e a bela vida somos nós que delineamos e somos delineados,
Porque o sangue que corre nas nossas veias alimenta o nosso livre-arbítrio.

Não perduramos ao atirar palavras ao vento sem reconhecer que podemos:
Amar verdadeiramente sem desvelar e nos apaixonar perdidamente ao infinito.
A mudança é a nossa condição eterna porque é inseparável das nossas escolhas.

Porém, se acreditarmos na eternidade do amor - o que se tornaria imprevisível,
Viveríamos os amores coniventes ao despertar este sentimento ao sucumbir;
Que amar simplesmente está no amadurecimento das paixões, deixar fluir.