De passagem

Me lambuza minha fruta

Que me furta a razão

Quanto açucar nessa boca,

Nessa vida louca

E sem noção;

 

Quanto galope no seu golpe

Por vontade de amar,

Pouca rima com a minha sina

De viver sem me entregar;

 

Quantas léguas nessa vida

Seu corpo de estricnina sobrevoou?

Em quantas camas fez sua fama

E esse seu olhar conquistador? 

 

Não me toque com esse love

Produzido no Paraguai

Eu não compro os seus gemidos

E sussurros surreais.

 

Nessa festa o que presta

E o resta desse nada

Poucas falas,muito prazer,nenhuma corrente

Ande logo, se apresse

Que já vem gente.