SUBJETIVISMO

SUBJETIVISMO

Nem todos os dias são claros!
Nem todas as manhãs são puras!
Uma névoa atordoa minha alma
Em uma noite, sombria e escura.

No íntimo transcorre a incerteza
De se tomar uma atitude injusta;
Mediante a tantas surpresas,
Entremeada em uma saia justa.

Sufoca-me a pressão cerebral
Que me fazes quando manda um sinal!
Num extremo, razão social.
E no outro, emoção passional!

Na vontade, sou ser irracional.
No desejo, amante carnal.
Na realidade, mulher ideal.
No desfecho, uma simples mortal!

Priscila Brandão
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