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Tempos Interiores

Teorizam: depois da tempestade
sempre vem a calmaria.

Todavia, inda é tempestade
nos segundos de meus imensos dias.

Contidos de tênue estado que não cabe
nestas noites fugidias.

O sono chega na madrugada pela metade,
irrequieta-me e me esvazia;
em vez de me levar à proximidade
da pessoa que me extasia.

Por que não me iluminar de felicidade,
num sonho bom, feito magia?
Como nos contos de fada,
faça temporal, chuva ou sol de alegria
no pó desta estrada.

Por que entre a neblina espessa e fria,
há vigília da noite enluarada;
e esta força suprema, além da telepatia,
não te traz a mim, de corpo e alma?

Na conformidade giram os astros
enquanto os meteoros dispersos
trocam de lugar neste universo grande.

Na desigualdade dos homens iguais e ásperos,
o coração lê o sentimento ao avesso
enquanto o verso rompe a liga do gesso e se expande.

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Curitiba

Cid Rodrigues Rubelita
31/05/2005