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Crisântemos vermelhos

[Ilustração não carregada]

 

Aproximou-se de mim com serenidade

Como um sopro de brisa primaveril

Tocou minha face sem fazer alarde

Acendeu em meu peito o pavio

Tateou as mãos orvalhadas

Pelo meu corpo já cambaleante

Sussurrou palavras de amor adornadas

Com respiração ofegante

Chamou-me " amada de minh´alma "

Envolveu-me em seus braços

Com surpreendente calma

Lançou-me o olhar do desejo

Refletido em espelhos

Do brilho aveludado

Dos crisântemos vermelhos

 

 

 

                                                  *  Úrsula A. Vairo Maia *

 

* Mantenha a autoria do poema. Direitos autorais registrados em conformidade com a lei que os regulamenta.

 

 

 

 

 

 

 

 

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Amigos queridos do site, colegas e visitantes,
Escrevi este poema, quando recebi do meu marido num domingo do mês de Agosto, um vaso de crisântemos vermelhos com três bombons dentro. Há um provérbio que diz que casamento algum é um mar de rosas. De fato não é ; nem de rosas, nem de outras flores quaisquer. É um mar de desafios, percalços, aprendizado, trocas, onde vez por outra, podemos contemplar, aqui e ali, flores de muitas espécies e cores... É só saber olhar. Em meu cantinho


15/09/2008