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Não estamos sós.

Não estamos sós.

Mãos trêmulas, magras, ansiosas, 

buscam, com avidez, 

receber um prato de comida.

Era a oferta generosa que corações bondosos 

ofereciam a qualquer um que chegasse.

Era mais que sustento para o corpo; 

era uma esperança para a alma.

Não! Não estamos sozinhos. 

Estamos assustados sim,

temerosos e perdidos.

Mas não estamos sozinhos.

Ainda estamos no mundo e, 

mesmo que tenhamos de reconstruí-lo 

a partir de escombros, algo belo e radiante, 

certamente garantirá a vida: a compaixão!

Realmente não estamos sozinhos.

Portanto, faça a sua parte, faça igual; 

retribua, estenda a mão  para entregar. 

Perceberás que te oferecerão amor, 

a final ele é a moeda da sobrevivência. 

Amor com amor se paga.

Porto Alegre 30/10/20

José Carlos de Oliveira

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jose carlos de oliveira
07/01/2021