Dissimulações.

Vivendo de amores triviais
colóquios aparentes, virtuais,
sorrisos patéticos, dissimulados.
 
Ruminando amarguras agridoces,
anuências agonizantes, híspidas,
chocante constatação de cunho hostil.
 
Achincalhar a existência, viver de aparências,
coroar a barriga, dar perolas aos porcos,
torpes venenos suavizando a dor.
 
Olhar para o céu pedindo clemências,
deuses e demônios se fartam juntos,
olhares famintos, migalhas no chão.
 
Vida de cão, num picadeiro empoeirado,
Sob uma lona pobre, tosca em farrapos,
e eu; de “cara-pintada”, (ainda finjo alegrias).
                                    [dissimuladas alegrias...

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Jose Aparecido Botacini
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