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Quem sabe amanhã ... (Soneto)

[Ilustração não carregada]

 
Ás vezes penso, nasci na contramão da vida

Quando o desencontro abissal toma a minha razão

E meu invólucro expõe esse deserto sem guarida

E na memória dos meus olhos, tanta explosão

 

Explosão de sentimentos, quase uma vibração

Memórias de momentos jamais estéreis, vividos

Estático, meu corpo permanece ante a visão

De provar um futuro, agora talvez, permitido

 

No rio profundo das minhas lacunas

Habitam personagens misteriosas em sobre vida

Navegam desejos incontáveis em escunas

 

Quem sabe... amanhã, o dia floresça em reflexões

Respingos de chuva de pétalas na alma ressequida

Leitosa seiva que drena o deserto de minhas emoções

 

             *    Úrsula Maia e Glória Salles   *

 

 

 

 

 

 

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Queridos amigos do site e visitantes,
Esse soneto foi elaborado em parceria com a querida e talentosa poeta Glória Salles, a quem muito admiro desde que li suas primeiras poesias, antes mesmo de me associar ao site. Seus escritos sempre me encantam e era um desejo meu tê-la como parceira em algum trabalho literário. Glória querida, tu sabes que meu carinho por ti é grande e que teus escritos já foram e são inspiração para algumas de minhas obras. Vejo em ti, um exemplo singular de poeta com "P" maiúsculo , cheia de sensibilidade, conhecimento técnico na arte de escrever , acrescidos da dose elevada de emoção e beleza que tu sabes primorosamente imprimir em cada verso que compõe.Uma demonstração a mais de teu talento inconfundível, se revela agora nesse soneto que tive a honra de compor contigo.Méritos sejam dados a ti. Beijos no teu lindo coração.


& Gloria Salles
28/09/2008