No teu mar navego

 
Não sei se penso
Pois se penso sofro
Voz que em mim se cala
Vendo meu sufoco
Medo de te amar

Não sei se falo
Pois se falo morro
De paixão sofrida
A minha voz contida
Vive a soluçar

Já não sei se parto
Pois se fico sinto
Tua voz murmurar
Tuas mãos procuro
Busco o teu olhar

Já nem sei se sonho
Pois se vivo triste
Sono que resiste
E se em vão te amo
Durmo ao acordar

Mas por fim me entrego
No teu mar navego
Porto, te ancoro
Sou em ti, apelo
És o meu cantar...

Navegar... pensando nela,
Partir sem saber onde chegar...
Enfim, mergulhar...

Ilha (Caiambá), começo do novo milênio...