AMIGO IMAGINÁRIO

 
 
 
Tu me deixas nervosa, receosa e aflita,
Não o tempo todo, é claro.
Pensando bem, abstraindo o fato
De que quase sempre tu me instigas,
Muito do sério me tiras.
 
Muitos pensam que não sou sã.
Rodando em meus pensamentos, divago,
Porque tu, querido galã,
És meu amigo imaginário,
Tu não existes, sabias?
 
Sim, claro que sabias...
Por isso me persegues tanto,
Queres continuar nos meus sonhos,
Cantando, dançando, amando...
Fazendo-me ilusória companhia.
 
O quê? Foi maldade o que disse?
Não fiques assim, eu estava brincando,
É claro que tu existes!
Afinal, todo o mundo vai inventando
todo o mundo, como se esculpisse!
 
 
 
 

Lucilla Guedes
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