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ÀS VEZES

  
A vida é ardilosa, mas cintila,
E porque cintila assim,
Hipnotiza...
É a serpente do jardim,
A história que começa,
Mas não tem fim,
Um medo que oscila,
Vira excitação,
É uma anfetamina,
Uma droga, uma doce ilusão...
Uma fada linda
Nos guiando ao abismo,
Nele pulamos, voamos,
Pousamos...
Às vezes, nos espatifamos,
Nosso orgulho sai ferido.
Pequena e frágil,
Grande e inextinguível,
A vida é tão banal,
Mas parece tão impossível!
Luz com asas que sobrevoa
E ilumina quase à toa,
Só pra nos ver dar cabeçadas
Nas paredes de vidro
Que surgem pela estrada...
Somos cobaias destreinadas,
Num imenso labirinto...
Mas, às vezes, esse brilho
Da vida é tão lindo,
Tão de verdade,
(Brilha por brilhar)
Sem falsidade,
Sem cilada,
Que abrimos asas
No meio da cara,
Sorrimos.
 
 
 

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Lucilla Guedes
23/05/2015

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