Assim estou
Prendendo-me em meus sórdidos e incansáveis sentimentos
Invólucro de volição e amnésia
Pretensões e anseios de uma grande e desesperada paixão
Inocência, esperar que o amor me localize.
Logo eu?
Envolto nos meus obscuros e pecaminosos sentimentos
Desespero alastra a tal ponto de pensar que serei incapaz de amar
Sozinho
Vivo na penumbra de um odor amável
Padeço na esperança de evolver-me em lisuras de amar
Quando o deleite de meu pulsar quer apenas abrandar-se em seus devaneios
Interiorizo, reviro e viro os meus desejos e os envolvo na usura desesperada de ti.

 

Iury Jorge Barbosa
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