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Corpo Celeste

Cores centradas nos restos de estrela
No fragmento do cosmo na expansão constante
Evolução estelar desanda em movimentos escassos
 
De hidrogênio, plasma e poeira
À nebulosa, destino complexo de um berçário estelar
Na lentidão, tenacidade anexo ao mistério de seu lar
Processo em formação grosseira
 
Adjacente a uma nébula menor
Mesma origem e função, mas distinta idade
Tão frágeis irmãs como um tenor
Ao leve abraço tornam-se uma só beldade
 
Incandescente encontro, milênios tardam a nascer esfera
 
Esfera de plasma que banha pedaço de vácuo
Sua grandeza é presságio de seu final
Cálida cachoeira luzente em cor coral
Mantém-se calma no estado mais fátuo
 
Porem mesmo que vagaroso, o tempo se expressa
E percorre na atmosfera faminta da própria estrutura
Milhões de anos e fusão nuclear logo cessa
Na ausência de hidrogênio a essa altura
 
Expansão de camadas por deterioração
Provisoriamente, fusão do hélio, única alternativa
Supergigante vermelha agora em contagem regressiva
No crescimento, entropia finalizada em erupção
 
Passo após pulsos e torrentes, a explosão ocorre
 
Véu de matéria com veias de brilho
Cintilam e circulam por uma hipernova
Seu fim... Fino... Feroz... Contudo... Um filho
Restando do corpo celeste, pigmentos de sua cova
 
Arco íris em oceano negro
Obra do tempo e fruto da gravidade
Em acúmulo de nêutrons em curta idade
Caminho ao terror íntegro
 
Esmagando nêutrons diante impacto
O que restou, se corrompe e se comprime
No núcleo, agora totalmente compacto
Do climax à perdição, conversão do sublime
 
Logo colapso, conduzente ao passo final da estrela
 
Ergue-se um monstro de curtos passos
Tal grande estrela tem sua evolução errante
Um buraco negro recôndito, apenas matéria encela

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Klaus Kly(kkcw)
03/05/2014