Meu futuro é não ter cabelo
Está escrito
No meu tubinho cancerígeno
Malgino
O diário do tabaco
Que só aumenta as páginas
Imaginárias
Situações de parar
Patina contra 
Minha abistinência
Sem parada
A fumaça se aglomera
Em meu pulmão já empretessido
Os buracos são preenchidos
Pelas águas brutas do cigarro
Os dedos e dentes amarelos
Indicam a gravidade da saúde
As falas se confundem
Em parar ou fumar
Os enfeites
São preto-branco
E jamais diferentes
Os intervalos
Não passam de minutos
Causa-me segueira
Vejo mortos
Mas não vejo o fim
 
 
dia 18 do 10 de 2013

Matheus Luzi
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