A mulher se torna mãe.
Através de sua cria...
se multiplica
reveste-se de coragem.
Aguça sua percepção

incansável na lida materna,
Não há hora, nem sacrifício
que não irá enfrentar;
- na melhor sorte do filho -
ultrapassa todos os limites.

Cúmplice de sua criação
abre mão de sua própria vida,
de sua liberdade; sua intimidade...
para oferecer, à cria, o melhor de si.

E quando se vê idosa...
- a cria crescida,
Continua julgando-a indefesa...
Embala sentimentos e afetos
e transfere seus cuidados para os netos...
Então torna-se novamente mãe...
com mais complacência,
tolerante...
pois muitas vezes se culpou,
Por não ter dito isto, ou feito aquilo, antes...

E mesmo assim...
encontra tempo de ser mulher,
distingüe-se dos homens pelo convívio
da criatura e do criador que os torna mais próximos.

são insuperáveis...
dependemos delas,
presentes em nossas vidas,
e por mais que possamos dizer...
Jamais diremos tudo,
Diremos sempre...
nós te amamos muito...muito,
Muito obrigado mãe.


Rodrigo Di Freitas

Quando eu tento homenagear alguém; alguém como minha mãe ou a mãe de meus filhos eu não consigo pensar apenas como filho, ou como marido. Penso como ser humano, como pai e, também, como as mães gostariam de ser homenageadas; não apenas pela sua importância materna, mas pela sua parte mulher, pela sua participação companheira, pela sua doçura amiga, pela sua tolerância anciã e, principalmente, pelo seu charme feminino que nos faz identificar nossa "mãe-mulher" a distância, ou mesmo com os olhos fechados porque seu carinho e seu cheirinho de mãe são inconfundíveis.

No silêncio de minha sala.

Anélio " Rodrigo Di Freitas"
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