
Como mandamos naves ao espaço
Navegarem, perdidas, no universo
Cada palavra que, pensando, traço
É espaçonave camuflada em verso
Lanço a um tempo que ainda há de existir
Os pensamentos que me vêm agora
Transpassam décadas que hão de vir
Palavras-naves pelo tempo afora
Escrever é verter idéia em letra
Dar ao etéreo forma e silhueta
Legar pensares à posteridade
Ao gravar no papel meu pensamento
Fossilizo o instantâneo do momento
Giro a ampulheta, forjo a eternidade!
Oldney Lopes©
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