Todos os dias na labuta

De sol a sol ninguém te escuta
Correndo tenta alcançar
As metas e ultimatos que te fazem trabalhar
 
Todos os dias na escuta
O som do ouro da permuta
No cofre de outro tilintar
E sua casa , fria, a definhar
 
Os heróis que jamais fenecem
Levam a sério, jamais se esquecem
Seus amigos, familiares
Que estão em todos os lugares
 
E vem vocês nos dizer que é natural
Um homem domina sobre o outro
Escraviza e acredita ser normal
Explorar um pobre probo
Que , honrado,  morre, mortal
 
Sem saber o que é a sorte
De encontrar em sua jornada
Um ao qual ele pode
Se aproveitar sem atentar para nada
É este o nosso fardo
Nosso doloso enfado
De mandar e ser mandado
Eternamente violado
                                             [Desvalorizados.....