DUETO INTERNACIONAL_CIGANITA_&_CAMINHANTE_XXXIV_VEJO-TE UMA POESIA

DUETO INTERNACIONAL_CIGANITA_&_CAMINHANTE_XXXIV_VEJO-TE UMA POESIA

 
Somos parte desse mundo paralelo.
O universo é completo unilateralmente.
Mas vejo-te como um reverso amarelo.
Se o vento passa, passa pela minha mente.
 
 
Somos e ser é pura arte, mais um alelo,
Uma breve brisa num universo que sente,
Vês-me assim porque sou o teu espelho,
Confia porque o meu ser não te mente.
 
 
O mundo da esquerda é o intelecto do sul.
Da direita é perfeitamente cabível a mim.
Mas vejo-te como um espectro de luz.
Moro no oceano! No oceano de cetim.
 
 
No oceano que moras com tons de azul,
Lanço palavras conduzidas por um alecrim(1),
Que vão brincando com o vento, a cruz
No céu guia palavras que te chegam de mim.
 
 
A vida é redemoinho de emoções.
Trouxe-nos esses versos! Versos duos.
 Vejo-te como um todo sem pretensões.
A tela de suas poesias não tem resíduos.
 
 
Um laço infinito com variados padrões,
Versos da dualidade, nos entendimentos
Alcançados mostro-te antigas ilusões,
Enquanto limpo a tela, desmascaro umbigos.
 
 
Desenho sons universais para a primavera.
Faço-te segredos. Em segredo desfaço-te.
Vejo-te como partes de uma quimera.
Navego em teu mar absoluto, resoluta.
 
 
Quimera precede a realidade, verdade
De quem acredita que pode mudar-te,
Não é vagabundo, mora no teu coração,
Determinação que nos faz ir à luta. 
 
 
Foi assim que distrair e soltei palavras.
Mergulhei na luz azul do seu mistério.
Então eu o vi, eu o vi! Livre para amar.
Ressuscita-nos nesses versos prévios.

 
 
 
Distracção, desapego da mente, raras
Vezes o prazer de viver sem critério,
Pássaro preso só para se admirar,
Mas o que vistes é livre para voar.
 

 

 

(1) Peixe das costas de Portugal.

Por do Sol na Fonte Da Telha, perto de casa!

Tudo de bom!

Abraços

Minas Gerais - Lisboa