Domingo na rede

 

 

Sopra aquela brisa era um domingo qualquer

Deitado na rede deixo o balanço me levar.

Cai a tarde como um grande arrepio,

Por entre as nuvens uma pipa a dançar.

 

Observo minha rua com os olhos cansados

Nao vejo diferença das tantas ruas que passei.

Os muros pintados as rosas nas calçadas,

Pessoas e vozes ocupando o mesmo lugar.

 

 Os carros passam em ritmo lento

Pessoas andam em passos acelerados.

Sorrisos encondem-se por de trás das grades.

Lá bem distante uma criança chora.

 

Tenho a sensação de ser uma pessoa triste

Não sou adepto de falsas alegrias.

As vezes pareço com uma canção antiga,

Que a muito tempo nao se houve mais.

 

Distraído não percebo que alguém me cumprimenta,

O verão deixa mais belo o azul do céu.

Meu amor enfim dobra a esquina,

Sinto de leve o perfume do luar.