O retorno de Benner

Desde os tempos do caminhar longo nos tablados das passarelas,

Ora de roupa de banho,ora de cinderela,

Lá estava Benner  com tamanho bem querer,

E a manequim olhando por cima sem ao menos lhe ver,

Agora Benner quase empalidecido,

Cobra teu desejo sufocado e reprimido,

A ex-manequim por outro de amor a fenecer...

E o desejo de Benner a o insandecer...

Teus olhos  não vêem  que ela não mais a mesma,

Carrega marcas do tempo e já se foi a beleza,

Mas Benner não  vê nada,

A não ser a mulher que aos vinte anos já amava,

Sentimento que não é morno é ardente,

A cura pra uma alma de amor doente,

Implora por um beijo seu,

Mulher de caminhar longos... Sou eu.

[Preciso aprender a amar Benner...]