Dualidades.

Aos poucos vou digerindo
Minhas magoas que por vezes
Fez-me tremer nas bases onde
Construí de forma erronia
Os alicerces de uma falsa pirâmide
Que veio a ruir com o tempo.
Fiz alusões aos deuses enquanto
O meu coração clamava pelo profano,
Que, de, alguma forma pressentia o caos
Que se estabeleceria e oxidaria as minhas entranhas.
Na periferia da minh´alma inquieta, as paixões
Confundiam-se com os prazeres e, as dores se
Precipitavam como espinhos que ardilosamente
Crepitavam no meu coração. (Fiz de mim o
Meu próprio algoz)... Ressentido peço socorro
Para restabelecer a dualidade e manter
O equilíbrio entre o bem e o mal que residem em mim.