de tanto não ter nada
esmoreceu toda enraizada
na tristeza de uma agonia que a mantinha
por completo cegada.
de tanto pensar em não ter nada
do seu mundo montou um murada
intrespassável, onde as mãos da pessoa
amada, tornará por si completa
calejada de tanta, escalada.
de tanta mania em não ter nada
tornou-se em demasia desconfiada,
deixou seu animo de desanimada,
arrancou sua raízes que a mantinham
encarcerada no mundo em que ela se atrelava.
De começar a perceber que já não tinha nem o nada,
descobriu longe da monotonia das paredes oblíquas
que o mundo era mundo , mas mundo de vida,
e não mundo de agonia, bastou somente
abrir a janela do seu quarto num dia que floria,
deixou das negras regalias, e agora ela sorria e vivia.