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AMBIÇÃO, AMOR E CHIFRES - Breve incursão pela mitologia grega

O Minotauro, cabeça e cauda de boi, corpo de homem, habitava um  labirinto na ilha de Creta . O pai adotivo do elegante Minotauro (O Gianecchini da Grécia) era Minos que,  para ser rei pediu ajuda a Poseidon, rei dos mares, que o ajudou. Coroado rei deu um “migué” em Poseidon: trocou o boi branco saído do mar que seria oferecido em sacrifício ao deus pela prestação do favor por um boizinho  pé duro qualquer. Poseidon, puto da vida, castigou Minos, fazendo sua bela esposa Parsifae apaixonar-se e coabitar com o magnífico touro(Só sei que foi assim, parafraseando Ariano Suassuna). Daí nasceu o belo mancebo Minotauro adotado  por Minos, o chifrudo traído por outro que,  ao ver aquele lindo bebê berrando e pedindo capim quase teve um sopro no coração. O rei contratou Dédalo, arquiteto fugido de uma favela em Atenas por ter se desentendido e assassinado, por inveja,  o sobrinho e aprendiz  Talos, um grande construtor de barracos, para construir o labirinto de Cnossos, onde o simpático Minotauro foi morar. Após uma guerrinha (Gostavam de se matar),  vencida contra os atenienses para vingar a morte de seu filho Androgeu (Do qual era pai mesmo), ordenou então.  o rei de Creta,  que Atenas fornecesse todo anos sete “minas” e sete “manos”, para que servissem de refeição ao Minotauro. Agora como um ser com cabeça de boi possa ser carnívoro me escapa ao raciocínio. Será que ruminava? Se positiva a resposta devia ter um mau hálito de lascar. Fica a pergunta. Mas, há sempre um em todo acontecido, Teseu, herói grego, candidatou-se a finar o cara de boi do Minotauro. Para tal façanha baixou em Creta numa leva de gente para ser comido, conseguindo despertar paixão repentina  em Ariadne, filha de Minos, essa também sem cara bovina, nem mesmo um rabo. Ariadne, abespinhada com o fato do pai já ter despejado três levas de jovens para refeição do irmão chifrudo, temerosa que dentro de  pouco tempo não sobrasse nenhum garoto ou garota para as baladas presenteou Teseu, por quem tinha o maior  um tesão,  com uma espada mágica, já que a espada do amado era de fabricação chinesa e comprada no Paraguai, não funcionava a contento e  um rolo de linha para que pudesse marcar o labirinto caso se perdesse. Teseu escondeu-se no labirinto, atacou a traição o monstro que foi só chifre que voou. Morto o Minotauro Teseu escafedeu-se. Minos achou que teria havido armação de Dédalo e mandou-o com o filho Icaro para morar no labirinto. Dédalo então disse aquela celebre frase-: “Vai sobrar pra mim”. Ele, verdadeiro arquiteto, uma espécie  de Leonardo Da Vinci grego fez umas asas com penas e cera para si e seu filho. Voavam pelados (que temeridade, se encontram uns gaviões, da Fiel não, por favor...) sobre o mar Egeu quando Icaro desobedeceu ao pai e resolveu tirar um racha aéreo com uns urubus, ocasião na qual subiu alem do permitido, derretendo a cera, as penas se foram e Icaro, batendo os braços como personagem de desenho animado mergulhou no mar. Talvez voassem pelados já intuindo que pudesse dar errado e o mar seria o limite.
Dizem as mas línguas que Ariadne casou-se com Dionísio, outras que Teseu ao voltar encontrou-a mortinha na praia.
Bem, hoje o Minotauro da Grécia chama-se crise financeira e não foi criada por ninguém com rabo e cabeça de touro, mas sim por serem humanos normais. Pior,  esse monstro vive  as  portas não só dos pequenos, mas também dos grandes, como EUA e União Européia. Vacila e ele nos devora, sem sermos atenienses e sem Teseu para matar o cabeçudo.
 
 

 
 

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BUENO
29/01/2014

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