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Sonhos Perpétuos

 
Minha fronte nua a beira de um espanto
Espetáculo infantil de um olhar ausente
Preso no silêncio mudo do seu pranto
Aceita em tempo o seu ente presente
 
Fragmentos mil, em ruínas seu encanto
Desanuviando um corpo nu e carente
Disfarce da face que escorrega o manto
Real que visível me aparece enfrente
 
Sonhos virgens perpetuados na ilusão
Do regresso que se faz, além e infinito
Quando diverge com a voz do seu grito
 
Ecoado no poema ausente de paixão
Em que os versos anestesiam o espírito
Morte das lembranças de todos o escrito 

 

 

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Murilo Celani Servo
08/01/2014