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PAIXÃO, QUEM NÃO TEVE UMA

 
 
 
 
 
 
Vez por outra, divagando,
Como qualquer cidadão,
Recordo a juventude,
Quando tentei mais que pude
Fugir de uma grande paixão.
 
 Vencido no meu intento,
Deixei-me ir ao sabor do vento
Qual folha seca no outono.
Quando por fim dei por mim,
 Não mais de mim era dono.
 
Perdi o senso e o sono,
Estive bem perto do fim.
O tempo me trouxe à razão:
Quer ser feliz vá por mim,
Não troque amor por paixão.

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Falar de amor sempre me foi muito difícil, por isso que "...na minha lira, de amores fúteis poucas vezes falo" como dizia Augusto dos Anjos.
Isto é uma tentativa, não muito válida, eu acho.

Jota Garcia
07/01/2014