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Sob Domínio do Coração

[Ilustração não carregada]

 

 O coração está vivo,

 o cérebro, preguiçoso.

 Não é momento de pensar,

 mas sentir.

 Relaxamento,

 uma liberdade de si. 

 E pensando-se possuir,

 estará enganado,

 pois estará a doar-se.

 Dois fazendo-se um só,

 um novo único a flutuar

 por entre rarefeitas

 nuvens do céu.

 Sonharão com ilhas desertas,

 o desejo de compartilhar

 as próprias solidões.

 Estarão no mundo,

 mas desintegrados dele

 para criar algo seu e particular.

 A cidade não para,

 mas eles riem,

 divertem-se com

 o seu movimento.

 Descobrem sensualidade

 no correr urbano, para depois,

 como que deuses,

 desprezarem-no

 num minuto

 de tempo eterno,

 perdido na troca

 de um olhar

 onde se confessa

 uma paixão.

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25/08/2013