A cafajeste.

 Bendita a minha sina

Que a maldita na surdina
Do gelo fez renascer
 
Casa e também piscina
Da colcha se fez cortina
Pra sem luz eu padecer
 
Maldita aquela menina
Se meteu na minha rima
Pra agora eu me arrepender
 
Dos cachos que fiz coberta
E da porta entreaberta
Da casa que eu construí
 
É azul aquela  caneca
E as flores por entrega
Que  ontem te ofereci
 
És  tú, uma moça esperta
Sentada com a mão aberta
Tomou tudo o que eu perdi.

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