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Mais Uma, Entre Tantas Outras Vergonhas

[Ilustração não carregada]

Andava pelas ruas de um país abandonado
Que sofria com o descaso, e era assolado pela corrupção
Caminhava este elemento com uma arma em punho
Feito uma serpente prestes a dar o bote
E em sua perversidade concluiu sua maldade
 
Longe da coragem, mas dentro da covardia
Atingiu uma vida, fora de sua razão!
E destruiu uma família, sem compaixão!
Roubando-lhe um ente querido
E levando a dor para um lar
 
Prenderam este criminoso, e lhe trouxeram um advogado
Sua nova arma!
E com um novo disparo, feriu a justiça
Justiça esta, que agoniza há um bom tempo
Em meio a tantos doutores sem boa vontade de a socorrer
 
Muitos desejaram ver este criminoso atrás das grades por muito tempo
Mas com a ajuda do seu advogado, sua nova arma
Hoje se encontra livre e passeia pelas ruas, sorrindo
Escapou por uma das tantas brechas que existem neste grande muro
E hoje ri... Ri, da cara de todos
Mesmo tendo feito uma família chorar
 
E choram, inconformados, diante a insensatez
De quem vive embriagado pelo dinheiro
E já não tem mais coerência nas atitudes
E nem verdade se encontra mais em suas palavras
Apenas ganancia e cobiça, que somados, o resultado é injustiça
 
Porque não agir diferente? Me pergunto
Porque não corrigir, ao invés de premiar? Me pergunto novamente
Atos incoerentes, atitudes inconsequentes
Acariciando as mãos que batem no rosto
Apenas as fortaleceremos para bater novamente 
 
É triste, e é por isto que muitos choram
Por saber que se trafega por um túnel sem luz em seu final
Em direção a incerteza, pois frente a frente com fatos de extrema clareza
Se tomam atitudes tão duvidosas.... Onde iremos chegar?
E como não se revoltar com decisões tão arbitrárias?
 
Quando o juiz bate o martelo e inocenta
Alguém que pelos atos merecia severa sentença!
E o advogado comemora a decisão
Não se importando com as lágrimas de tantos olhos
Que pediam um pouco mais de humanidade
E um pouco mais de coerência
 
Bem mais coerência, e menos festas
Por saber que o momento é para tristeza, não alegria
Ao testificar que a justiça é corrompida
E que não trata com dignidade a vida
Por ter maior amor ao dinheiro
E não ter respeito pelas pessoas
 
Até os direitos humanos se omitem
Em casos de desumanidade tão claros, se calam
E não se mostram a favor de tantos
Vítimas de tantas barbaridades
Que apenas viram estatísticas
E após, vão para o esquecimento
 
É triste nossa situação
Estamos abandonados em uma terra abandonada
Onde tudo vira piada e a dor acaba sendo dobrada
Frente a uma lei que nunca é aplicada como se deseja
Fazendo com que dia após dia vivamos beirando uma tragédia
 
Consequência dos doutores inconsequentes
Homens de má vontade e de má fé
Criminosos que fazem leis criminosas
Movendo uma máquina perversa
Visando o próprio beneficio
 
Governando para o próprio coração
Desprezando a voz de uma nação
Que pede, insiste, e clama por justiça
Mas voz que é covardemente ignorada, nunca é atendida
Somos tratados como se não existíssemos
Recebendo desta casta de seres sempre o pior
 
Mas, o fato é que este ser arrancou uma vida e saiu ileso
Encheu o bolso de alguém com uma quantia em dinheiro
E o convenceu a desprezar a verdade, e a se abraçar forte com a mentira 
Zombando de uma prostituta que atende por justiça e vive embriagada
Não sendo capaz de perceber as próprias vergonhas, que estão sempre a mostra
 
E não sendo capaz de nos tratar com o respeito
Quem sofreu a injustiça e deseja apenas justiça
Mas, que além da injustiça, acaba sendo vítima do descaso
Pois já está bem claro que de nós não fazem caso
Fazem caso apenas do dinheiro
 
Seres que nos enchem de vergonha
Por não nos representar de forma digna
Evidenciando a balança desonesta da justiça
Que não pende visando reparar as injustiças
Mas pende para o lado onde está o dinheiro
 
E entre estas vergonhas, vivemos
Entre este descaso nos encontramos
Sustentando ratazanas e sua ninhada
Que não tem respeito por pessoas
E também não possuem pátria
Possuem apenas uma sede por dinheiro
E estarão sempre do lado
Que o dinheiro determinar

 

 

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Meu Brasil, infelizmente muitos que dizem que te amam mentem, pois tem por patria o dinheiro. Quem ama de verdade, cuida e você está completamente abandonado, jogado, sujeito ao azar destas pessoas de bocas falsas que te juram amor, mas um amor fraudulento! Em 18 de Dezembro de 2011, Sábado, 13:54hrs, São Paulo

Will Aflagal
14/04/2013