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Tempos de pensar

[Ilustração não carregada]

É fim de outono!

O rio empresta a cor dourada.

reflexo das folhas de plátano...

Difícil falar das emoções,

palavras mal traduzem,

paisagens do coração,

teimoso e mágico...

 

É desajeitado dizer

o que sinto,

pouco falo não minto,

mas soa como falso...

É como se olhar

no espelho e nada ...

 

Uma distorção

incompreendida,

angústia ferida

talvez, e chorar...

 

Sigo nesta estrada

olhando horizonte

pintada em desencanto

 

de vermelho-tijolo

Saudade em flor...

Queria roubar...

 

talvez emprestar

da furtiva felicidade...

um pouco de paz...

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Nas brumas do passado ressurgem
lembranças feridas, mal resolvidas
por falhas do tempo...
Assim nasceu esta poesia
que por tanto tempo
foi escrita e reescrita
nesta forma que talvez
seja mais vivida
quem sabe, sonhada... Porto Alegre - 20/04/90

Abel G. Saint'ell
30/12/2005