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Réquiem

 
Tocam os sinos. Em silêncio segue um cortejo
Em direção à terra de uma cova rasa e morta
Hospeda quem um dia, ainda vivo de desejo
Sucumbi pela incompreensão de sua prosa
Demagogia poética dos que se acham poetas
Versos que o entoar, desertos na emoção
Mentiras rimadas, verdade que não mais importa
Desbotam a sua arte por uma tarde cor de rosa
Julgado pela não compreensão ausente de razão
Entrelinhas que as cores, luziam amores inocentes
Sintonizando as relações, quando se vive uma paixão
Quase foi feliz. Carrega ainda flores, apenas dizia não
A falácia do discurso dos desiguais e indiferentes
Homicidas do pensar, disformes ao poetar
Em que o verdadeiro é incólume a sua morte
Poeta que a vida, o mesmo vive em contra mão.

 

 

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Murilo Celani Servo
03/02/2013