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Fim


Não escolhi ter contigo
este vínculo afetivo
quase doentio, umbilical.
 
Não escolhi ter no âmago
a eternidade como parâmetro
deste estado emocional.
 
Não previ que a finitude
De tudo viria de repente,
Muito menos, que minha atitude,
No fim de tudo, seria demente.
 
Todavia é meu direito singular,
Agora que sinto a amplitude do universo
Convergir-se em estreito cubículo,
 
Ser reticente e até não me perdoar
Pelas massivas mensagens em verso,
Ser taxado até de ridículo.
 
Não escolhi te ter a meu lado           
Tampouco ver-te tão alvissareira
Vivendo tão longe assim.
 
Sequer preferi esse encontro marcado
Nem que a fase derradeira
Arrancasse a alma de mim.
 
Não percebi o tempo e suas intemperanças
Paramentados com o poder de tudo ruir;
Nem que a eternidade se tornaria lembrança
 Embora o amor persista e, às vezes, ri. 

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Curitiba

Cid Rodrigues Rubelita
03/02/2013