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LATEJANTE

 Em meio à complexidade de um casarão a simplicidade do meu ser.
Uma dor flamejante consome o meu corpo.
Algo vibra, queima dentro das minhas vísceras.
Por que tanto dor?
É insuportável, delirante, devastador...
Por amor a arte, terei que sofrer padecer e morrer.  
Só queria viver!
Nos corredores do vasto casarão, o meu corpo perambula.
No rosto a expressão sofrida, amarga e destruída pela ação do tempo.
Estou vivenciando o fluxo das coisas eternas.
Tudo passa...
 Tudo se esvai...
Não adianta mais chorar, nem se esconder.
É latejante, aquela dor me leva aos prantos.
Por que tanta dor?
Chega!
Prefiro morrer...
Não suporto a lentidão da morte que sorrateiramente preenche os corredores obscuros do vasto casarão.
Não quero nada além da morte...
O fim é a melhor opção.
Em lágrimas, prantos, dores a minha vida se esvai.

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Dhiogo J. Caetano
22/01/2013