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SEM FRONTEIRAS

Enquanto disseres "minha gente, minha terra",

E impuseres limites para o mesmo chão,

Haverá irmão contra irmão, em guerra,

Deuses brancos e negros, adorados em vão.

 

Quando dizes "este é o meu povo",

Deixas teu mundo por demais pequeno,

Fechas as portas para o novo

e acabas morto por teu próprio veneno.

 

Mas teu corpo vive, és como vampiro

Cheirando a mofo, num mundo desigual,

Indigno, violento, dividido.

 

E brevemente não quererás teu igual,

Enfim tão monótono, parecido contigo,

E parte alguma te servirá de abrigo.

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Lucilla Guedes
21/01/2013

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