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TRANSFIGURAÇÕES RECUSADAS

 

Quando   vem   a   tristeza    me   torno    invisível,

ela   indo   embora   reapareço  e  digo   presente.

Se   existe   uma  ponta   de  paixão    coexisto   e

penso  que  de  mim,  não   mais  surge  a   noite.

 

Pleno,   sem  o   corte   da  desolação  dos  vazios,

tento,    não   deixar  que  isso    se    restabeleça.

Caminho   entre   traumas,  no   fio   da   navalha:

mas    o   que    geme,   se    contorce   e   sangra;

                                                                  [  ignoro !

 

Recuso  a  transfigurar-me  por  agonias  da  dor,

na  emboscada  que  virou   amor  em  armadilha.

Eu   até  morro  ontem,  mas   renasço    amanhã,

fora   desse   rito   vão  que  é  lágrima   contínua.

 

O  que  farei  depois,   desses   meus   fermentos,  

é  esmaecer  dentro  de uma sombra  enregelada. 

Desse   sol  inaudito  que   se  recusa  a   crestar,

enquanto  minha oblíqua  aquiescência . . .

                                                   [ flagela  !!!!!!!

 

 

 

 

 


 

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versejando ( ao estilo de Pessoa )
12/12/2012

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