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[Ilustração não carregada]

Quando te abandonas em meus braços,
meus olhos deslizam pelo teu corpo,
ávidos de segredos e nada escondes
das mãos ardentes em trilhas secretas.

A passarela dos sonhos silentes
é a canção de murmúrios peregrinos,
não preciso dizer seus nomes ao vento
pois sabe-os de cor até o lamento!

Na profundidade dos olhos brotam perfumadas
brancas flores, nos ais fecundadas...
e as palavras rotas são chuva em gotas...

No caminho dos beijos, se abrem néscios
os lábios... sorvendo teu agreste vinho
enquanto o sonho navega, réstia de luar...

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As poesias que assim nascem, não sei como se fazem
Irrompem na alma em busca de sol
E ao nascer, não sabemos ou nem queremos
muitas vezes perguntar de onde vieram
ou por quem proclamam...mas sabemos
por quais olhos choram... P.Alegre. 21/04/96

Abel G. Saint'ell
18/12/2005