Doce Vida

 
 
Estava procurando um refúgio, um lugar que me trouxesse paz.
Queria algo que me confortasse e me fizesse esquecer os infortúnios da vida.
Buscava conhecer as atitudes das pessoas que me faziam mal, e dar um sentido à vida.
Corria ao encontro daquilo que de alguma maneira, acalentasse minha alma, mas não encontrava.
Tentava incessantemente fazer o meu melhor e nunca era reconhecido, quanto mais eu fazia, menos assim parecia.
Sonhava muitas vezes acordado em encontrar alguém que me desse metade do que sei que mereço, metade do que julgo importante para viver.
Iluminava a escuridão em que vivia com uma luz artificial, da qual eu sabia que nunca seria real, nunca seria verdadeira para mim.
Anulava qualquer aproximação se por um mísero instante não me sentisse seguro.
Esbanjava sorrisos mais parecidos com engasgos do que outra coisa, para tentar não esboçar o sofrimento em que vivia.
Contornava toda e qualquer situação que se referisse a mim, à minha individualidade, à minha afetividade, aos meus sentimentos.
Elaborava os mais diversos planos, mesmo sabendo que eram solitários e não surtiriam efeito algum, insistia.
Olhava o passado todo dia para tentar entender o presente, e rabiscar um futuro menos dolorido, e ainda assim, não compreendia.
Daí a mágica da vida se fez, e num instante minha vida se refez.
Surgiu aquela que mudaria para sempre o meu modo de olhar a vida.
Trouxe muito mais do que eu buscava, trouxe as respostas que eu precisava, trouxe a paz que eu almejava.
Não é milagre, não é feitiço, é amor, verdadeiro amor.
Hoje sei que me valeu a esperança, a paciência por te encontrar.
Pois eu sabia que em algum lugar vivia a minha alegria.
E que a encontraria mais cedo ou mais tarde.
Viva a grandeza, viva a imensidão desse sentimento, um sentimento que jamais senti.
Tenho pra mim aquela que a vida me presenteou, aquela que deu inspiração à minha poesia.
Tenho pra mim a minha vida Mayra.
 

 

Carlos Eduardo Fajardo
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