Quando...

Quando.../ Emilia chegou/seu rosto refletia/a serenidade, o amor,/a bondade que existia/num coração sonhador.

Quando.../criança a brincar/no leito do Potengí/era tal sua alegria/sua beleza sem par/que as águas do rio/pareciam homernagear/a rainha de lá.

Quando.../casada,/esperava na janela,/toda radiante/o querido Raimundo/seu amado e amante.

Quando.../na ápice da união/Deus lhe presenteia:uma estrela flamejante/um raio de esplendor/um filho exuberante/fruto do seu amor.

Quando.../o tempo cruel/um dia a levou/ela partiu serena/tal qual uma flor/que passa pela terra/ e deixa só amor.

 

 

 

Haroldo Guilherme Josuá de Medeiros
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