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Assas da morte

 Um Abismo escuro e silencioso, por onde vagam as almas dos mortos, Minha invasão ao abismo começou com a inocência de uma criança que corre atrás de uma vespa.

Dor eterna...

Cada respiração traz um desespero sufucante. Quais palavras eu deveria oferecer caso eu tivesse de cruzar com meu pai e minha mãe? Faz muito temp desde que eu comecei a andar pela terra, acumulando ricos conhecimentos.

O intelecto de um demônio, a última equação que barrava meu caminho... É a evolução.... Eu continuei a busca por uma resposta simples e universal. Prazer... O prazer da vida....

O consumado prazer do homem que jamais há de acabar. Entretanto as irregulares batidas de assas da Vespa dão origem a um infinito número de realidades. As leis da vida zombam da sabedoria humana e fogem de nossa compreensão.

Crises de todos os tipos são contornadas, porém a pobreza nunca se vai... Os humanos devoram uns aos outros, sucumbem a doença e choram em agonia enquanto morrem.

Ah! Sheol

Deus impiedoso do submundo. Encarnação da morte... Ouça minha voz!

Ouça aos prantos em soluços das crianças que estão de luto! A carcaça  da Vespa que capturou pode ficar pália ou se despedaçar. Mas mesmo assim, ainda existem aqueles que irão desafiar a morte por uma única casca. 

Veja! Enquanto os ferozes vermes decolam ao céu novamente. Sonhos se despedaçam. Os fracos raios do por do sol se transforma em uma luz brilhante. Sorria com estes teus lábios. Abra tuas asas com fervor! Decole! Vespa do desespero!

 

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Guikassio
21/05/2012