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Papoula

 Do seu sumo extraio o ópio que inebria e encanta!

Alma finada, pálida, a qual revive em êxtase de piruetas

E voa ao limite nirvânico tal qual as borboletas;

Vendo em mádidos fantasmas uma imagem santa...

Aspiro as pétalas com tanta malícia, tanta,

E dir-se-ia que em teus seios vejo as vulgares "tetas".

Teu ósculo se assemelha às noites mais pretas,

E teu caule intoxica até o anjo que o voo levanta!

Papoula... Oh! Tísica feroz do meu suplício!

Morte branca... Física quântica de todos os intervalos!

Titeriteira de minha existência fraca...

Eis que encontrei a torre de marfim em meu vício!

Em sonho, amei princesas e vi tropéis de cavalos,

Mas não resolvi tua equação e pairaste em meu ser como uma estaca!...

 

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Thiago da Silva Carbone
13/02/2012