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Minha cidadania reprimida

A lama escorria rua abaixo e entre o jardim de rosas vermelhas

Sacos de lixo embelezavam a avenida e seus carros poluentes

A passarela enferrujada e sem segurança, desertica desalojou os pássaros no ar

O meio fio restrito e as placas sem sinalização empatam o caminhar

nas calçadas as cadeiras de cervejas e churrasquinhos de gado salvam a vida de um desempregado

Na escola de alunos jovens quase não se ouve a história e nam a voz do professor

A delegacia lotada de pessoas quase vivas e quase loucas

me disponho a caminhar numa tarde frequinha e volto pra casa sem o celular

Mas em uma esquina escura um crack surge no altar

Em campanha eleitoral eu sou gente

Meu voto é chapa quente

Que Deus abra meus olhos 

e me livre do conto do vigário.

 

 

 

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Josa Medeiros
05/11/2011