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Universalmente eterna.

Foi que o amanhecer serôdio chegara.
Depois da lamentação do entardecer
houve o sono, a noite, por fim o sol,
concretizando o sempre renascer.

Mas este dia já dura-me tempos
que canso-me de tantos e tantos risos
e entristeço-me pela noite que não chega.
Sendo noite, sendo dia, não descanso em alegria.

Pois é saudade da Lua, das estrelas no escuro.
Pois foi saudade do Sol, do calor e do claro.
E é esta saudade que deixa-me em cima do muro.

Queria, pois, dia e noite juntos. Lua e Sol.
Gostaria de casar o dia e a noite.
Que maravilha. Que lindo. Mirífico!
Estaria completa em plena eternidade
- no nunca fim do dia e noite
e do sempre... sempre fim-
eternidade dos astros e das cores.
O azul claro contrastando com o escuro...
Que maravilha. Que lindo. Mirífico!

E na imensidão dos desconhecidos astros
mergulharei sem especular ou duvidar.
Universalmente eterna em eternidade.
Eternidade universal que desconhecemos.
Que ilegaliza, a nossa finita idade...
por constrangimento da ignorância,
por ser finita no dia, ser finita na noite.

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Gabrielle Portella
31/10/2011