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ALGOZ DE MIM

Há no meu canto uma letra muda

E uma nota atroz

Que incita com a voz sanhuda

A compulsão feroz

 

Há no meu riso uma débil voz

E um dedo em riste

Que nada muda só me faz veloz

Para ser mais triste

 

Há no meu pranto um sinal arisco

E uma dor a sós

Que não se expõe e nem corre risco

De morrer após

 

Há na minha fé uma vã brandura

E um rogai por nós

Que não me garante e nem me segura

Vai dissolver na foz

 

Há nos meus versos uma porção de nós

E uma corda curta

Que sem piedade quer me fazer algoz

Da vida surda

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28/09/2011