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SÍNDROME

 

 

O  tempo   não  espera,    nem    marca   encontros  pra   depois . . .

De  repente,  passamos   um   pelo  outro,  nos  vendo  pelo    canto

na   fresta   dos  olhos,  nos  ecos  do  ontem,  cara   a   cara 

naquele  deslizar  do  que fomos,  pelo  que  persistimos  ainda  ser

em  perpassar  do  cingido;  vincando   algo  mais forte que  nós  . . .

Ressurge   o   que   mal   sabíamos,  daquele  todo 

que  foi  um  pouco

                   [ em  tudo  que  nos  escapava

Esmaecemos   mas   não  findamos,  só  a  repetir  aquela   sede  antiga

que  até  faz  gaguejar  no  pensamento  a  fala,  nessa   ocultação

do  sim   ao  inciso  não.  Arqueja  a   garganta  e  a  deixa   muda

além  do  que  incapacita   decifrações,   colhido  foi  o  enigma

Conformação sem  refúgio,  na  fronteira  dessa  fissura . . .

Estranho  acorde,  síndrome

                      [ no  resvalo   de  nós

A  remontar  coisas  na  mente  que  fogem;  sem  nosso  cheiro

sem  nosso  clamor,  em  abertos  espaços de  notória  ausência . . .

Desânimo   aos  meus  gestos,  pontualmente  nessa  esquina 

                                 [ que    estremeceu-nos

Em  vez  que,  de  quase  tocar-te,  em  resumida (mas devida intensa) 

                                  [ lágrima

Foi  deixar  cristalizar  o  lamento,  já  derradeiro . . .

                                   [ pelo  que  nos  resiste 

 

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versejando ( ao estilo de Pessoa )
10/08/2011

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