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Considerações de sentido

Enquanto escrevo estes
versos
Enquanto leio estas
palavras
No momento exato,
passado, presente e
futuro,
seguimos nossa breve
jornada

 
Quando imersos na
ignorância
ou nos primórdios da
busca
individual e coletiva,
rumo ao desbravamento
das questões mais
singelas e perturbadoras

 
Muitos assimilam de
pronto as primeiras respostas
os caminhos mais
fáceis, mais confortáveis
impondo deste modo a
natureza o dever
de nos agradar e de
servir aos nossos desejos

 
Fazendo nascer mitos e
religiões
Planetas assumem
características humanas
a miséria e
desigualdade social, são fruto do destino
da vontade divina, de
uma razão superior de um design inteligente
Cessa-se a busca,
cega-se a inteligencia e a humildade definha

 
Pretensiosos arrogam na
mais absoluta ignorância
da periferia da Via
Láctea
que somos o proposito
da criação de algo
Que é imensamente
maior e muito mais antigo
do que podemos supor,
ou conceber
Assim é que nossos
mitos e religiões
tão recentes e tão
pobres em criatividade
ousam dar a resposta
final

 
um sentido cósmico
a vidas medíocres e
pacatas

 
Os que vivem décadas,
pretensamente ditam regras
a aquilo que se tenta
entender em bilhões e bilhões e bilhões

 
Ridiculamente vemos
traços humanos em tudo
crentes que o universo
e todas criaturas são nossos brinquedos
deste modo damos
sentido
as maiores atrocidades
que cometemos
uns contra os outros
afinal somos divinos

 
De tudo uma lição:
o delírio é uma
característica de nossa espécie,
um enebriante
confortante, um limitador de nosso potencial
um bom túmulo

 

 

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Gilson Amaro
02/07/2011