Site de Poesias

Menu

CLASSE MARGINAL

 

 

 


Sigo inútil meu passo e só

como determina a sociedade

Minha carne, meu osso, meu pó

carrego, cabisbaixo, minha maioridade.

Sem status, sigo enfermo

sendo enfermo, jaz um traste !

Minha vida tem um termo

e já se enverga minha haste.

às calmas tardes,no meu costumeiro recreio

sento num banco da praça ;

faço dela meu novo seio

para fugir de nova pirraça.

Mas não demora e vem o tédio

misturado com o cansaço

Desgosto-me, que remédio !

se eu sei que nada faço.

Mesmo tendo plena convicção

da minha excelente atividade mental

nunca me darão lugar ( nem razão)

por meu porte físico um tanto... espectral.

Sou o mais novo sócio; o que faz parte

da discutida classe marginal

" e sem culpa no cartório"; minha sina?

Envelhecer ! desenvolvimento humano natural e ...fatal.

Mas não carece me aborrecer

Melhor esquecer o que espelho.

Vou tentar sobreviver.

Prá que tentar demonstrar o valor que tem um velho?

?

 

 

 

Compartilhar

Santo Andr

Pedro Vono (SP)
27/06/2011