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Qualidades e Defeitos de um Texto

 A – Qualidades:
           1) Coerência – “Harmonia entre as ideias existentes num texto; encadeamento de ideias num texto; qualidade de coerente; que possui nexo, lógica, ligação recíproca.
         Coerente é o texto em que há lógica, consequência, compreensão.”
 
 
         2) Coesão – União íntima das partes de um todo; conexão, condordância, consonância.
         Conexão, entrosamento das palavras entre si; superfície física do texto, em oposição ao plano, à esfera, à região das ideias, argumentos e conceitos.
 
        
         3) Correção – Obediência às regras gramaticais, evitando-se desvios da norma culta. 
 
 
         4) Clareza – Seu texto deve ser compreensível.  Utilize frases curtas.  Não seja esnobe empregando palavras “difíceis”; o uso de um vocabulário simples, porém culto, evita o risco do seu texto não ser compreendido.
          
 
         5) Concisão É a virtude de expressar um fato, uma opinião com o menor número possível de frases e palavras. Cuidado porém com o excesso de concisão, pois pode redundar em obscuridade. 

          No exemplo abaixo, as palavras destacadas são dispensáveis:
“Há algumas ocasiões em que é melhor ficar calado do que falar besteira. Eu posso contar um caso recente que me aconteceu há pouco. Eu saí de casa rumo ao bar para beber alguma coisa. Percebam vocês que não tinha nada planejado, apenas queria beber um pouco e ficar a observar os habitantes da noite, os boêmios. Foi então que algo totalmente inesperado aconteceu...”

 
         6) Elegância – Produto final resultante da observância das qualidades e evitação dos defeitos, quando surgirá um texto equilibrado e agradável de ler, opulento em forma e conteúdo.

 
 
          B –
Defeitos:
          1) Obscuridade (falta de clareza, de transparência, nexo, lógica, simplicidade). Vícios que a causam: má pontuação, rebuscamento da linguagem, frases muito longas ou muito curtas e erros de concordância e regência.

 
 
          2) Ambiguidade ou anfibologia – Imperfeição, deficiência de construção frasal devido à colocação desleixada, incoerente das palavras.  Ex.:

     Chefe, o funcionário acaba de sair com sua mãe.
     (Mãe de quem?  Do chefe ou do empregado?)

 
          3) Prolixidade – Característica do texto prolixo, muito longo, palavroso, enfadonho.  Defeito de estilo que consiste em escrever muito para dizer pouca coisa.

 
 
          4) Laconismo – Característica oposta à prolixidade; ocorre quando a economia de palavras é tanta que a compreensão do texto se torna dificílima ou impossível.
 
 
          5) Redundância – Compõe-se de pleonasmos viciosos (termos, expressões ou ideias repetidas sem necessidade): 
check-up geral
decisão unânime de todos

entrar para dentro
monopólio exclusivo.

subir para cima

A brisa do vento é tão suave!
Atualmente, nos dias de hoje...

Descendo para baixo.
Entre já para dentro!
Estamos desnorteados, sem rumo... 
Eu, na minha opinião, acho que...
Mergulhar dentro dágua
Não podemos mais continuar fingindo...
O boêmio voltou novamente...

Quando amanheceu o dia...
Sem exceção, todos compareceram.

Só alguns, nem todos aqui trabalhamos.
Viva intensamente, pois só temos uma única vida!
Vou repetir mais uma vez...


 
         6) Cacofonia ou cacófato – Som repugnante, ridículo oriundo da pronúncia de duas ou mais palavras, ocasionando um sentido deplorável:
boca dela
uma mão
vou-me já
Nosso hino é tão lindo!
Distribua um por cada criança.
Meu coração por ti gela!
Por razões que desconheço, eis-me aqui.
Que o governo nunca gaste mais do que arrecada...
  
 
         7) Eco  – “É a repetição desnecessária de um som, resultando num texto desagradável, com um ritmo batido e monótono. Ocorre principalmente com as terminações “ao”, “ade” e “mente””. Exemplo:
Contra sua vontade, apenas por bondade, ele foi à cidade; na verdade...
 
           ( Texto retirado da Internet e adaptado pelo Jô )      

          Bibliografia:
          Nicola, José de. Língua, Literatura & Redação
          (vol 1). 
Pág. 266 a 269. 13a. ed. Ed. Scipione,
          SP, 1999.

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Jô Siqueira
25/05/2011

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