Refugio

Sentado no banco de uma praça

Deixo escapar meus pensamentos

Á deriva no mar das ilusões

Buscando refúgios nas mais tenras ilhas

Minha boca seca sente o pesar dos anos

Minha voz cansada não sai de dentro da boca

Sou sozinho com o tempo que me leva

Sou moinho com suas hélices a navegar pelo vento

Os dias me cortejam aos punhais

As rugas são fugas do meu espírito

Cravando as marcas da vida em minha face

Quão longo será meu caminho?

Que inquietude eu sinto, esperava por mais

Viver assim feito rosa murcha

Que depois de fornecer o pólen,

Às formosas abelhas

De mais nada presta

Quanta incerteza me habita nesse corpo vazio

Que mais parece caixão ambulante

Cheio de pobrezas para contar

Com tantas...

Com tantas incapacidades

Restam-me esses versos brancos,

O único alimento para minh’alma se perdoar.

 

Poema em quatro mãos: Ana Julia Artur Bolato e Ivan Roberto de Oliveira Junior
Foi um prazer essa parceria, muito obrigada meu amigo poeta!