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A percepção

 
 
Há em mim uma profusão de coisas,  tantas coisas,
Que nem me atrevo a dizer que o tempo parece parado.
Ou que corre em demasia quase alado.
 
Por certo das coisas reais eu invento fantasia.
Essa minha mania de ser poesia.
Querer em mim e no outro o carinho suave 
Que tem o som das palavras em rima.
 
De manhã pão manteiga e rima.
A noite silencio medindo o centímetros  
De uma solidão que na linhas das coisas mais certas nem sei se existe.
 
Talvez seja ela de novo invenção...
Apenas  o prazer da escrita.
O vento entra pela janela.
 
Talvez um dia eu entenda porque escrevo.
Talvez existam mais coisas dessas coisas tantas.
 Talvez eu descubra assim tentado 
Espiar pela janela dentro de mim.
Porque eu aceito de bom grado meu destino.
Se tudo que restar for escrever sobre a  vida.
Mas a vida é cheia de inesperados.
 
Talvez algum dia sem arrependimentos.
Eu possa ter vivido aquilo que de poesia me consumiu.
Toda possibilidade, toda profusão de amor que já existiu!
 

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Ariene
01/04/2011

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