Macieira do amor

 
Quando eu te conheci, no tempo da escola,
Vivíamos juntos na classe,
Eu te ajudava em algumas matérias, e nas provas, você me passava cola.
Tempo depois, essa amizade, se transformou em amor,
E nós dois se encontrávamos debaixo da macieira
Pra namorar.
 
A nossa primeira vez também foi debaixo daquele pé de maçã,
Transávamos quase todo dia, de noite, até de manhã.
Depois do serviço, ficava ansioso pra na macieira chegar
E lá te encontrar, pra gente se amar.
 
Tempo depois, nos casamos, e a cerimônia foi numa tarde de abril,
Debaixo da nossa macieira, na avenida Brasil.
Mas com o passar do tempo, o nosso relacionamento foi se desgastando
E a macieira também foi se acabando.
 
Depois da nossa separação, eu perdi a vontade de viver,
E a macieira foi secando naquele momento.
Mas a saudade que sentíamos um do outro nos obrigou a reatar nosso relacionamento.
E, como um milagre, a macieira voltou a viver.
 
Mas, como ninguém vive eternamente,
Você veio a falecer lentamente.
E com você, morreu também um símbolo do nosso amor:
A macieira, que parece ter morrido de dor.
 
Até hoje, nos meus sonhos vejo você, meu amor,
No céu, cercada de anjos, e descansando...
Descansando embaixo da nossa macieira,
Símbolo do nosso amor.

Primão
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