Entidade

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FILHA DA VELOCIDADE
DAS METRÓPOLES PERDIDAS
COM O SONHO BOCEJANTE
DAS ALDEIAS LITORÂNEAS,
 
ORA QUER DOBRAR O MUNDO,
ORA FARTA-SE DE MANHAS.
 
NO VIGOR QUE INTIMIDA,
ROMPE TRILHAS SEM RECEIOS,
SEM FADIGAS, SEM PUDORES.
 
(SEMPRE FINS, NEM SEMPRE MEIOS)
 
NA RISADA QUE CATIVA,
ACONCHEGA SEUS AFINS
ENTRE PAZ E POESIA.
 
(SEMPRE MEIOS, NUNCA FINS)
 
SOBE UMA, DESCE OUTRA,
UMA LUZ DE CADA VEZ.
ENTIDADE FUGIDIA,
SE ESQUIVA DA NUDEZ?
 
SEJA UMA, SEJA OUTRA,
UMA LUZ VEM CLAREAR.
ENTIDADE SOBERANA,
FOI TÃO BOM LHE VER CHEGAR!
 

Francisco Abel Mendes d`Almeida, 2011.

Cantou pra mim...

"Eu só queria te contar que eu fui lá fora e vi dois sóis num dia e a vida que ardia sem explicação"(Nando Reis)

Na foto, a Turminha Boa.